sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Crônica nº 3 : Se você não for pra balada, vai morrer solteirona e virgem.



Pergunto-me como as pessoas viveram antes da balada... Mentira, eu sei a verdade, mas é desse modo clichê que geralmente começam os textos sobre coisas modernas. 

Desde que atingi a “gloriosa maioridade”, que nada me mudou além de ter que tirar outra identidade e ser obrigada a votar esse ano, esse assunto de balada veio com mais força:“Precisamos sair! Ir pra balada, beber, pegar gente!”.Eu, mera mortal, recém-chegada ao mundo dos “jovens-adultos” sempre escuto isso quando reclamo do tédio da vida. Parece que quando você tem dezoito, não há mais nenhuma justificativa para que não queira ir pra balada beber drinks cujos nomes são maiores que a dose, fazer aquela dancinha meia boca na pista, apenas esperando que um cara que você nunca viu e nem vai ver outra vez comece a te agarrar. 

Não, obrigado.

Eu já passei por isso antes, e foi em algumas festas de 15 anos. Eu me diverti horrores em muitas delas, dancei até meus sapatos me matarem, e depois dancei descalça. Não estava nem aí se eu dançava esquisito, se estava feliz demais, se tinha algum carinha me olhando... Bom, eu deveria ter prestado atenção sim, mas fazer o quê? E agora com eu tenho a chance de reviver os momentos bons de dançar como se não houvesse amanhã, mas não significa que quero gastar meu rico dinheirinho em qualquer festa que acontece, sei lá, três vezes no mês! Tem que ser um lugar que toque música legal, pois é pra isso que estarei lá. Se você vai pra encher a cara ou tirar o atraso aí é contigo, não te condeno não, é só que ficar cinco horas ouvindo “tuntz tuntz” sóbria não é legal.

Agora vamos ao título desta crônica. Para muitas pessoas que eu conheço, inclusive próximas, se você não for à balada não vai encontrar o cara da sua vida. Na verdade, se você ficar em casa em vez de praticar uma vida “solteira casual de pegação” está perdendo sua preciosa juventude, é uma romântica esperando o príncipe encantado, e vai morrer sentada no sofá.Pode me chamar de velha, “old school”, “antiguinha” ou “atrasada” [ou até de baranga, mal-amada, sei lá o q esse povo diz], mas eu não vou beijar um cara só porque ele é bonito, veio falar comigo, pagou uma bebida [ou nem isso] e tem um papinho legal. Isso lá é razão suficiente pra eu sair metendo a língua na sua boca? Eu nem te conheço!
 “Essa coisa de relacionar beijo com sentimento e muito extremista, você tá perdendo a oportunidade de experimentar coisas legais, de curtir sem ter envolvimento nenhum”.
 Sim, eu estou superestimando um ato que hoje é banal, e nem estou falando de sexo, vejam bem! Quando eu saio, quero conhecer gente nova, aumentar meu círculo social, interagir, sabe? Se eu conhecer alguém que me interesse, vou tentar desenvolver as coisas com a pessoa, ver se rola um clima... Aí a coisa é diferente, pelo menos pra mim.

Meu caro ninguém, eu vou sair pra uma festa, botar a minha roupa mais bonita, exibir meu melhor sorriso, ficar sóbria pra aproveitar todas as músicas que tocarem [e porque não sou tão amiga do álcool assim] e pronto. Não quero a pressão de achar que o cara ali com Halls preta na boca andando na minha direção é a minha chance dourada de “aproveitar a juventude” , “ser moderna” e “não morrer solteira”.

Um comentário:

  1. Sabe aquele bonequinho batendo palmas de pé? HAHAHAHA Eu, nesse exato momento! Acho que só fui à boate três vezes na minha vida, pode me chamar de velha, exatamente, mas boate não faz nenhuuuum sentido! xD Dez vezes melhor sair com ozamigo para o Outback da vida, ficar sentado e o melhor: poder ouvir o que eles dizem! xD

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